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A sombra de Kirchner


Durante os anos de Menem (1989-1999), os da Alianza (1999-2001) e a crise do começo doséculo, o debate sobre quem era verdadeiramente progressista havia perdido relevância na Argentina. A demanda por transparência no manejo do Estado, a novidade das “máfias”, que estreou para todo o público com o caso Yabrán [empresário suspeito de ligações com o governo Menem e a máfia que se matou em 1998], a compra de apoios políticos e, em seguida, a tempestade social e econômica, que pareceu o capítulo final do radicalismo, todas essas vicissitudes confinaram os debates sobre a esquerda em pequenos cenários visitados quase unicamente pelos militantes ideológicos. Ninguém brigava por esse lugar; acreditava-se que a divisão direita/esquerda já não servia nem para explicar nem para atuar; falava-se preferencialmente da terceira via na qual Tony Blair havia metido o Partido Trabalhista britânico. Todo o Ocidente compartilhava o desconcerto na demarcação do espaço de esquerda ou do progressismo.

Nos anos 80, Raúl Alfonsín [que presidiu o país do fim da ditadura militar, em 1983, até 1989] havia fantasiado uma transformação de seu partido, a Unión Cívica Radical, em social-democrata. Depois de 1989, não ocorreu a ninguém coisa semelhante. Os políticos se precipitavam numa corrida ao centro, pisoteando as diferenciações entre direita e esquerda. Em finais do século XX, nada anunciava que a disputa por ocupar o lugar do progressismo argentino interessaria novamente a alguém além de muito poucos intelectuais e aos militantes de pequenas organizações.

Kirchner introduziu a novidade na Argentina, assim como Hugo Chávez se inspirou em uma via anti-imperialista com maiores ecos de tradição latino-americana. Voltou a colocar o peronismo em um ponto imaginário onde se separam as águas da “verdadeira” esquerda nacional, um labirinto percorrido por peronistas e marxistas nos anos 60 e 70. Reatualizou um debate que parecia liquidado. A esquerda não era um território em disputa, salvo para os paleocastristas ou os incipientes chavistas. No entanto, não estava escrito em qualquer parte que a discussão sobre a esquerda havia alcançado seu último capítulo.

Em 2003, Kirchner chegou ao governo refém de sua própria fraqueza e daquele que havia sido seu padrinho político, Eduardo Duhalde [presidente interino de 2002 a 2003] — situação de superioridade pela qual, quando pôde, Kirchner o fez pagar muito duramente. Seu primeiro gesto, no próprio dia da posse, estava carregado de qualidades populistas: submerso na massa que o recebia, apertando mãos, deixando-se tocar e abraçar, passando por cima dos seguranças, Kirchner ocupava pela primeira vez um lugar na Plaza de Mayo e terminava, junto a sua família, olhando-a desde o balcão histórico: uma perspectiva que impressiona pelo que se vê da Plaza e, sobretudo, pela lembrança inevitável daqueles que a viram antes desse mesmo ponto. O balcão é a perspectiva dos momentos triunfais do peronismo, mas também de Alfonsín: os governantes da democracia saudaram o povo daquele balcão e o povo respondeu a eles. Kirchner havia se atracado com a multidão e tinha na testa uma pequena ferida, produzida pela câmera de um fotógrafo, simbólico batismo de sangue que não havia atravessado nos anos 70. O golpe na testa simbolizou o que não podia ser previsto a não ser pelos integrantes do Grupo Calafate [círculo político da província de Santa Fé, governada por Kirchner entre 1991 e 2003], que espalhavam notícias sobre a inteligência da senadora [Cristina] Fernández de Kirchner; mas tampouco anunciava tão claramente que Néstor chegava para disputar um lugar na história das ideias políticas e para marcar a fronteira de quem é de esquerda e quem não é de esquerda na Argentina.

Impossível subestimar essa cena iniciática. Nas ruas, um friso sociopolítico é a representação típica de um mundo que volta ao espaço público: um cinquentão que havia estado na Plaza com a coluna norte da Juventude Peronista (JP) em 25 de maio de 1973 [quando Héctor Cámpora assumiu a presidência representando o exilado Perón]; um quarentão que antes havia votado em Chacho Álvarez e na Frepaso [Frente País Solidário, coligação de esquerda formada nos anos 90]; colunas bonaerenses e sindicais; famílias e grupos espontâneos sem bandeiras; destacamentos identificados como JP que cantavam “É para Menem, que está vendo pela TV”; jovens cujas bandeiras levam a efígie de Che e bandeirolas vermelhas e negras. O jornal “Página 12” interpreta: “Era um clima singular com todas essas pessoas que haviam se reunido sem convocatória, sem palavras de ordem nem cartazes partidários, muitas delas ansiosas para ver os líderes populares latino-americanos e ao mesmo tempo expressando o desejo, entre cauteloso e urgente, de voltar a ter esperanças”. As pessoas também aplaudem Duhalde e [sua esposa] Chiche quando chegam ao Congresso: ainda não estava claro por onde Kirchner ia traçar sua fronteira.

Momento onde tudo é possível. Kirchner devia decidir o rumo. Não o rumo econômico que, enquanto Roberto Lavagna esteve no Ministério da Economia, não mudou muito, e sim o rumo do discurso que, contra todas as hipóteses, voltava a ser decisivo. Depois de dezembro de 2001 parecia que ninguém ia escutar mais nada. E, no entanto, não foi assim. 2001 era passado, e as pessoas nas ruas (muitas das quais haviam votado em Menem nos anos 90) acertavam contas com o Menemismo, como se no meio não houvesse estado o governo da Alianza. Esses efeitos de novidade são os que produzem o cenário para que um político fale e seja ouvido.

Além disso, ali nas ruas estavam os restos dispersos de uma subjetividade de esquerda que não havia encontrado onde se sustentar. E, de repente, Kirchner, um político que havia entrado na corrida presidencial sem muitas expectativas imediatas, tornava-se presidente. Descobria que aquilo que não havia manifestado em esferas públicas durante quase 30 anos, o fato de que havia sido um jovem militante peronista, algo que havia sido reprimido pelo golpe militar e em seguida obturado enquanto governou Santa Cruz como destro administrador dos dinheiros públicos e privados, aplicando o rigor com qualquer sinal independente que se opusesse a ele, obsessivo na concentração do poder, desconfiado a não ser dos ultraleais; um homem que não despertava grandes paixões e sim subordinação e temor; um duro, de pouca sensibilidade e baixa participação nos processos que transformaram o peronismo desde os anos 80; o caudilho que mais havia acompanhado Menem na privatização da YPF [estatal argentina do petróleo] não apenas sem protestar como exaltando-a; alguém que havia esquecido os anos 70 durante os 20 anos que se seguiram, esse homem encontra a ocasião para recordar e o faz ao ser empossado como presidente.

Nos sete anos que vão desde aquele maio de 2003 a sua morte, Kirchner fundou algo que não sabemos se terá futuro: o kirchnerismo, ao qual, como toda inscrição política, deu um passado, a “juventude maravilhosa” dos anos 70 [forma como Perón se referia a seus jovens apoiadores enquanto estava no exílio], um presente durante seu governo e o de sua esposa, e um engenhoso sistema de perpetuação no futuro definido por uma alternância entre cônjuges que só a morte de seu criador tornou impossível (a Constituição não previa esse subterfúgio). A “juventude maravilhosa” também quis refundar o peronismo. Também buscou seu passado traduzindo para a língua do anti-imperialismo revolucionário e do populismo radicalizado os atos do Líder e suas frequentemente crípticas mensagens enviadas do exílio. Também teve uma ideia de futuro consonante com o horizonte utópico da época. Ao longo de meio século, o peronismo tem sido um território onde linhas sucessivas ou simultâneas empreenderam um trabalho inacabável de redefinição (conflituosa e às vezes cruenta), com a ideia de que cada uma delas captaria essa substância real que o movimento estava chamado a expressar.

Kirchner não pretendeu passar à história simplesmente como o peronista ortodoxo que havia sido (se o adjetivo tem algum sentido, quer dizer: alinhado sem alarde com a renovação dos anos 80, com o Menemismo dos anos 90, com Duhalde nos primeiros anos deste século). Pertenceu à periferia de uma geração de militantes que, convencidos de que iam modificar o Movimento num sentido revolucionário, fracassaram na década de 70 e foram reprimidos, assassinados, exilados. Tudo parecia destiná-los a serem transformados pelo avatares neoliberais de Menem, governando alguma província, votando o pacto de Olivos [série de acordos entre Menem e Alfonsín para a reforma constitucional de 1994], praticando a Realpolitik ou armando novos instrumentos políticos como a Frente Grande depois de se opor ao indulto. Mas a crise de 2001 e o ambicioso voluntarismo de um deles, acompanhado da imprescindível boa sorte, abriu-lhes uma nova oportunidade e grandes expectativas. Kirchner foi um inovador que chegou a presidente como candidato apoiado por Duhalde, um dos peronistas mais emblemáticos, que não havia encontrado alguém em quem depositar mais confiança. Ainda que simples e até brutais, o que não diz respeito a sua inteligência e sim a um estilo pragmático que, como se verá, confia tudo às condições de enunciação, seus discursos tomaram temas que não foram centrais do peronismo renovador nos anos 80 e que Menem, por sua vez, quis abandonar para sempre.

Mas, quando chegou ao governo em 25 de maio de 2003, todo o tecido político e social argentino havia sido atacado pelo ácido da crise e os objetivos imediatos eram menos ambiciosos. Das jornadas de dezembro de 2001, os partidos saíram estropiados. As assembleias de bairro e o grito “Que se vayan todos!” deram a impressão, não infundada, de que o corpo político argentino estava avariado e que seria muito difícil restaurá-lo. Duhalde encarou o caminho de saída, armou acordos parlamentares, escolheu um ministro da Economia não improvisado, praticou a moderação, até que a polícia, num episódio obscuro, assassinou os militantes Kostecki e Santillán. Nesse momento, Duhalde levou ao Congresso seu compromisso de sair em 25 de março de 2003 e convocou eleições. O ministro Lavagna, no intervalo reparador do governo de Duhalde, havia assegurado as condições de saída do estrangulamento econômico, mas a impressão era a de um barco desmastreado por uma tormenta que ainda está no horizonte. O momento em que a necessidade cedeu um pouco e a “última instância” deu passo à política veio depois.

O peronismo se apresentou com vários candidatos (em um tipo de primária aberta superposta à eleição presidencial). Para o ballotage ficaram frente a frente Menem e Kirchner. Menem retirou a candidatura no segundo turno e Kirchner chegou com pouco mais de 22% dos votos à presidência.

Chegou com a certeza de que era um presidente fraco (duplamente: sua própria fraqueza de origem e a que afetava as instituições). Durante os primeiros meses se concentrou em consertar isso e obter o apoio da opinião pública. Tinha uma vantagem que ele mesmo havia fabricado para si. Poucos recordariam então (porque os pormenores da política são esqueci$muito rápido) que Kirchner ascendeu ao cume da astúcia quando se negou a colaborar como ministro no gabinete de Duhalde em 2001. Impossível saber se isso era um cálculo de investimento futuro, mas os resultados coincidiam com a figura de quem chega de longe e sem a mancha de ter sido protagonista no período anterior. Em 2003, Kirchner tinha algo de recém-chegado. Nem todos tinham ido embora, mas o que entrava na casa de governo não era uma figura desgastada. Nem sequer alguém muito conhecido. Este último, naturalmente, não valia para aqueles que o cercavam desde o início, um pequeno grupo, o Calafate, que tinha notícias menos superficiais sobre o novo presidente. Esse grupo havia sido fundado como espaço apropriado para uma espera mais longa: amigos políticos, de origem diferente e idades também distintas (desde Esteban Righi e Julio Bárbaro a Alberto Fernández), dispostos a trabalhar para o futuro.

Frente à maioria dos cidadãos (salvo para os de Santa Cruz), Kirchner era uma folha em branco. Longe de ser uma fraqueza, foi sua maior qualidade, a que lhe permitiu se refundar. Sua esposa era uma parlamentar de certo prestígio, com renome intelectual. Como dado pitoresco para recordar está o programa de Mariano Grondona no qual os Kirchner, defensores dos gelos continentais, levaram o apresentador de TV a Santa Cruz para fazer campanha contra o tratado com o Chile (nessa emotiva viagem patriótica e turística, os três coincidiram num exaltado nacionalismo territorial, do qual Grondona já havia dado provas suficientes durante a Guerra das Malvinas). Ou seja, se alguém lembrava deles, podia fazê-lo por esta convergência emblemática e incômoda, ainda que tachada pela história oficial.

Desde o começo, Kirchner esteve obcecado por sair desta sombra. Tinha visto a sucessão de quatro presidentes e não queria pisar na beira desse despenhadeiro. Nesse momento, o que era bom para Kirchner era bom para a Argentina, porque o país se aproximaria desse despenhadeiro se o novo presidente não corrigisse sua fraqueza eleitoral. Essa necessidade abriu uns meses esplêndidos não tanto em resultados como em expectativas. Assim como Kirchner estava decidido a fortalecer sua imagem, os cidadãos (tendo votado nele ou não) estavam dispostos a lhe dar um crédito. Kirchner conseguiu explorar essa convergência de necessidades e expectativas, que podia ser muito fugaz.

Sem dúvida, trazia consigo aquele que deve ter sido o melhor integrante de seu gabinete, Alberto Fernández, inteligente, culto, astuto, capaz de seduzir os jornalistas e contar-lhes o que precisavam saber, essa fórmula que, a princípio de boa vontade, a imprensa aceitou difundir. Fernández usava um tom transcendente. Mas com toda sua habilidade e capacidade de sedução, desenvolvia uma política do “velho tipo”: falar com os jornalistas, dar-lhes toda a informação possível, fazer com que se sentissem seguros dessa informação e tentar que em alguns temas fundamentais as posições do governo tivessem o melhor tratamento. Nesse sentido, Alberto Fernández era um porta-voz que entendia perfeitamente a lógica dos jornalistas.

Naqueles primeiros meses, Kirchner não demonstrou toda a rusticidade de seu trato nem os perfis autoritários de sua personalidade, exceto no desprezo por Duhalde, que indicava que o novo presidente não estava disposto a atribuir nada a seu antecessor, a não ser conservar Roberto Lavagna até conhecer de perto os problemas e a administração da economia nacional, avançar um pouco mais na consolidação do que havia sido conquistado e, então, substituí-lo. Kirchner nunca foi generoso nem adepto do diálogo. Mas nesses primeiros meses essa falta de reconhecimento, essa obsessão por se mostrar apenas como produto de si mesmo, ficava dissimulada por uma necessidade na qual coincidiam ele e a maioria dos argentinos.

Depois do “Que se vayan todos!”, depois de as assembleias de bairro comprovarem que essa forma de deliberação não conduzia necessariamente aos objetivos que moviam seus participantes, a maioria queria um presidente “normal”, que tomasse as resoluções complexas e se encarregasse de avaliar as consequências. Queria alguém em quem descansar de uma incerteza que, para os engajados, foi uma agitação produtiva, e, para os não engajados, foi um desconcerto.

Kirchner não pedia outra coisa: que confiassem nele e que o apoiassem ainda que tivesse chegado como um quase desconhecido, o que, em última instância, era também uma vantagem. Só os muito entendidos estavam a par de seus hábitos autoritários, de mão dura e punho cerrado em Santa Cruz. E, mesmo que essa imagem também tivesse circulado entre os não muito entendidos, nada garante que teria produzido um rechaço frontal. Depois do último presidente eleito, De la Rúa, que representou a ausência mesma de decisão, a bússola girava no sentido oposto. E depois de Duhalde, que governou com alianças no Congresso e com os governadores (um cenário pouco atraente em momentos de falta de confiança na política), nenhuma maioria estava pedindo a gritos que o presidente compartilhasse nada com uma instituição tão desacreditada como o parlamento, cujas portas haviam sido incendiadas nos dias de ira de dezembro. Nenhuma instituição deliberativa rivalizava nesse momento com o poder executivo nem tinha força ou prestígio para tentar isso. Kirchner então dominou o cenário inteiro da política. Sua fraqueza eleitoral o preocupava, mas a situação em que chegava esse presidente, minoritário pelos votos obtidos, não era adversa. Os que tinham votado e muitos dos que não tinham votado queriam, em primeiro lugar, um presidente, e se Kirchner não cometesse muitos erros iriam reconhecê-lo.

Nesse 25 de maio de 2003, o friso de velhos e novos anti-imperialistas latino-americanos, um ditador como Castro, um progressista como Lula, um nacionalista autoritário como Chávez, um social-democrata como Ricardo Lagos, essa primeira linha que havia substituído o escritório continental do neoliberalismo econômico dos anos 90, deixava prever que Kirchner se afinaria com o que começava a acontecer na América Latina. E para começar, recordou os militantes assassinados que em Santa Cruz, província que Kirchner havia governado por três mandatos, não haviam recebido, durante esses anos, a menor homenagem de sua parte.

Chegado a Buenos Aires, Kirchner é outro homem. É preciso deter-se nisso porque vale a pena ressaltar de que modo os valores, as ideias e os símbolos não se acumulam como objetos, não são sequer lembretes significativos fora de uma conjuntura que os ative. Kirchner não recorreu a algo que já tinha; pelo contrário, no ato mesmo de dizer que vinha de toda uma geração institui a si mesmo como membro de uma linhagem da qual não se havia declarado irmão, em público, durante 30 anos. Um Líder, diz-se, constitui o Povo em sua interpelação (companheiros, descamisados, correligionários); antes disso, Kirchner se deu uma identidade, não falsa, mas recobrada de uma amnésia política que havia durado muito tempo.

“Acaba na Argentina uma forma de fazer política e um modo de gerir o Estado”, disse em seu discurso de posse. Duhalde, que acabava de lhe passar a faixa e o bastão presidenciais, estava cabisbaixo. Kirchner se apresentava como quem vinha encerrar uma etapa e abrir outra. Nessa mesma tarde, Duhalde partia para o Brasil no avião de Lula e deixava o cenário livre para o que chegava. Nessa nítida mudança de dirigentes se anunciava algo que era, nesse momento, difícil de perceber porque havia mais perguntas abertas do que certezas.

BEATRIZ SARLO é autora de “Modernidade periférica” (Cosac Naify), “A paixão e a exceção” (Companhia das Letras) e “Tempo presente” (José Olympio), entre outras obras. Este ensaio é parte de seu próximo livro, cujo título provisório é “La audacia y el cálculo: Kirchner 2003-2010”, e que será publicado este semestre na Argentina pela editora Sudamericana.

http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2011/02/05/a-sombra-de-kirchner-ensaio-inedito-de-beatriz-sarlo-361207.asp

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