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Há razões para acreditar num mundo melhor. Ou não?


Existe um comercial de 60 segundos da Coca-Cola na TV e nas salas de cinema, bastante emblemático. Faz uma comparação entre coisas ruins e coisas boas no mundo, com a seguinte mensagem: “Razões para acreditar num mundo melhor. Os bons são maioria”. Nele, números são apresentados, sempre informando que apesar de existirem algumas coisas ruins no mundo, como por exemplo o pessimismo das pessoas, a fabricação de armas, a corrupção e a destruição do meio ambiente, outras tantas coisas boas, em maior número, acontecem no planeta. Mas afinal, o comercial tem razão? Vivemos num mundo realmente melhor, comparado aos tempos de outrora? Ou trata-se apenas de publicidade para vender refrigerante? A vida é mesmo cor-de-rosa, para cada problema que enfrentamos, surgem dez coisas boas que são capazes de compensar?

Corrupção sempre houve. Desde a Antiguidade. Só que não existiam meios de comunicação tão eficazes como os de hoje, para divulgar os atos ilícitos. Mesmo assim, resta a dúvida: a corrupção atual é estimulada pela falta de punição, correto? Violência sempre existiu também. Na Roma de Nero, jogavam-se pessoas aos leões, em arenas lotadas. Um espetáculo apreciado por muita gente – algo inimaginável atualmente. Mas… como explicar os recordes de vendas dos jornais populares, que estampam manchetes que “escorrem sangue” e despertam o interesse de milhares de leitores? O interesse pela tragédia vende jornal. Então não é muito diferente dos “espetáculos” que aconteciam nas arenas romanas. Por outro lado, hoje somos capazes de nos chocar com certas notícias, nos emocionamos com atos de generosidade e de esforço humano. Nos tornamos tolerantes com a violência e a corrupção? No passado, existia isso? Ou não?

No passado, não havia tanta poluição. O progresso e a industrialização trouxeram as mazelas que hoje assombram o mundo contemporâneo. Acidente nuclear no Japão, usinas atômicas. Efeito estufa, formação de tempestades motivadas pela introdução de agentes químicos na atmosfera. Mas não havia conscientização – ou pelo menos a tentativa disso, certo? Desenvolvimento sustentável? O que era isso?

As pessoas se vestiam melhor antes? Ou atualmente a concentração de renda gerou uma parcela que se beneficia disso deixando tantas outras de pires nas mãos. O grau de exigência quanto a isso diminuiu? Havia fome no mundo ou só passamos a tomar conhecimento dela com a sofisticação d0s (novamente eles) meios de comunicação?

Hoje produzimos armas para quê? Para promover mais guerras? Ou para lutar a favor da paz? O mundo tornou-se mais democrático? Algumas ditaduras ainda existem. Mas e os novos regimes implantados? São democráticos ou apenas substituíram os anteriores no modus operandi?

Temos tecnologia de ponta e não sabemos o que virá pela frente. Mas… e as cabeças que comandam toda essa parafernália? Têm consciência disso?

O objetivo aqui é justamente esse: questionar até que ponto devemos acreditar que vivemos num mundo melhor? Ou não? Os bons são maioria? Ou é apenas… publicidade?

Vejam o comercial a Coca-Cola que motivou esse post:

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Categorias:Uncategorized
  1. Rone
    outubro 13, 2011 às 12:04

    Muito legal, ótimo para usar como tema transversal nas aulas. abraço!

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